Linhas de Pesquisa

Entende-se paisagem como uma relação instável e em constante troca entre as múltiplas noções de natureza e cultura. Nas cidades, interessam as reações entre in visu e in situ, quer dizer, do que se apreende e do que se pode vivenciar – o que revela o vínculo de proximidade entre cidade e edifício, entre arquitetura e urbanismo, sendo uma relação historicamente construída. Importa refletir sobre os vazios urbanos e sua permanente tensão com áreas edificadas. Funda-se na interdisciplinaridade e na atitude propositiva figurada na produção e apropriação da paisagem, cidade e território. Investiga-se nesta linha as discussões sobre os projetos da modernidade as suas representações. Os embates e tensões nos campos intelectual e político do projeto, as transformações introduzidas nos debates sobre o caráter público dos lugares e o renovado interesse pela cidade como espaço coletivo fundamental. 

Palavras-chave: uso e apropriação, modernidade, patrimônio e reconhecimento cultural, paisagem.

Planejamento, Território e Cidade

Carolina Pescatori, Benny Schvarsberg, Pedro Henrique, Júlia da Costa, George Alex

Reúne-se pesquisas que problematizam o território e sua configuração com ênfase nas relações entre morfologia da cidade, meio-ambiente e planejamento urbano. Interessa abordagens sobre políticas, ações, processos e práticas de produção e ocupação do território, seja na escala metropolitana (Distrito Federal) seja na escala regional (Centro-norte brasileiro), a partir de um panorama histórico ou de leituras atuais. Discute-se fenômenos como urbanização, dispersão urbana, metropolização e gentrificação com o objetivo de avaliar as práticas do planejamento, do projeto, da legislação edilícia e da gestão da cidade. Enquadram-se ainda estudos sobre as mudanças na escala climática e emergência do risco ecológico, a configuração de tecidos de grande vulnerabilidade social e as experiências de coletivização que emergem nestes territórios.  

Palavras-chave: dispersão urbana, metropolização, planejamento e gestão urbana.

Busca-se uma análise histórico-crítica da cidade, identificando os significados existenciais e estéticos implicados no gesto de desenhar e de projetar cidades. Questiona-se como esta ambivalência inerente à condição da modernidade influência o “fazer arquitetônico”. Objetiva-se mapear, documentar, refletir e compreender questões teórico-históricas sobre a concepção, os agentes, o projeto e as representações arquitetônicas e urbanísticas a partir de consultas documentais e análises morfológicas e tipológicas numa perspectiva histórica e atual. Interessa construir um repertório amplo sobre processos e produtos da Arquitetura e do Urbanismo – especificamente das Cidades Novas –, tendo o Distrito Federal e a região Centro-norte brasileiro como campo de exploração. Além de retratos biográficos, almeja-se investigar as transformações tipo-morfológicas em diferentes escalas e por distintas regiões, as relações entre biomas e espaço urbano, as consequências de tais produções e respectivas representações.

Palavras-chave: projeto, desenho, morfologia urbana, cidades novas.

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Airton

Joana França

Airton